Milhares nas ruas <br> do Quebeque
Estudantes, professores e outros funcionários públicos voltaram, quinta-feira, 2, a manifestar-se nas ruas de Montreal contra o aumento do valor das propinas universitárias e o pacote de «austeridade» que o governo do Quebeque pretende impor. De acordo com informações divulgadas por agências de notícias, o protesto convocado pela Associação por uma Solidariedade Sindical Estudantil acabou reprimido com violência pela polícia, que usou granadas de gás lacrimogéneo e balas de borracha para dispersar a multidão.
Segundo as mesmas fontes, os promotores da marcha na maior cidade daquela província canadiana estimam em pelo menos 75 mil o número de participantes na iniciativa de contestação aos cortes na Educação, Saúde e Segurança Social. Foi, por isso, a maior acção de massas das últimas semanas na região, onde os alunos se mantêm em greve.
A Confederação dos Sindicatos Nacional apelou aos seus membros para se unirem à luta juvenil e muitos dos docentes cumpriram uma paralisação de solidariedade para com a manifestação, noticiou a Montreal Gazette na sua edição online. A Universidade do Quebeque, por seu lado, conseguiu, quarta-feira, 1, que um tribunal local atendesse o seu pedido de impedir os piquetes de greve nas instalações escolares, alinhando, aliás, pela resposta repressiva às reivindicações defendida pelo ministro da Educação, François Blais, para quem a expulsão de três ou quatro estudantes por dia será capaz de «refrear os entusiasmos».